Instituto de Previdência orienta segurados sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
Entenda os sintomas, os tipos e as formas de tratamento da condição
Texto: Daniel Vargas
- Foto: Freepik
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 11 milhões de brasileiros apresentam sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Com a ampliação da divulgação e da conscientização sobre o tema, o número de atendimentos relacionados à condição tem aumentado ano após ano. Somente nos cinco primeiros meses de 2025, foram registrados mais de 445 mil atendimentos.
Esses dados reforçam o que a ciência comprova há pelo menos 35 anos: o transtorno se manifesta, em geral, na infância e pode persistir ao longo da vida. Por essa razão, as prevalências entre as diferentes faixas etárias são semelhantes: 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos; 5,2% entre adultos de 18 a 44 anos; e 6,1% entre pessoas com mais de 44 anos.
Diante dos desafios enfrentados por quem convive com a condição, o Instituto de Previdência dos Servidores da Serra preparou um material com perguntas e respostas sobre o tema. O conteúdo foi elaborado em parceria entre a médica perita Raquel Pires de Mesquita e a Diretoria de Previdência. Confira e compartilhe.
O que é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade?
Trata-se de uma condição com forte influência genética que afeta principalmente a atenção, o controle dos impulsos e o nível de atividade da pessoa. Portanto, não é resultado de falta de disciplina, preguiça ou má vontade.
A condição é causada pelo excesso de telas ou pelo uso de celular?
Não. No entanto, o uso excessivo de telas pode intensificar comportamentos já existentes, como a dificuldade de concentração em atividades menos estimulantes. Isso ocorre porque ambientes digitais oferecem recompensas rápidas e constantes, o que pode tornar tarefas mais longas ou repetitivas ainda mais desafiadoras para quem tem o transtorno.
Quais são os principais sintomas?
Entre os sinais mais comuns estão dificuldades de organização, de manter o foco, de escutar com atenção, de esperar a vez e de permanecer sentado por períodos prolongados; esquecimento de compromissos ou tarefas; perda frequente de objetos; inquietação constante; fala excessiva, inclusive com interrupções; sensação interna de agitação, mais comum em adultos; além de decisões precipitadas e atitudes tomadas sem considerar as consequências.
Quais são os tipos?
A condição pode se apresentar de forma predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa-impulsiva ou combinada — sendo esta última a mais frequente.
Como é feito o tratamento?
O tratamento pode incluir psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, estratégias de organização e rotina, uso de medicação e apoio escolar ou profissional, conforme a necessidade de cada paciente.
É importante reforçar que não existe exame de sangue, de imagem ou teste laboratorial capaz de diagnosticar o transtorno. O diagnóstico é clínico, realizado por psiquiatras, neurologistas ou neuropediatras, com base na história de vida do paciente e em informações obtidas por meio de entrevistas e questionários.
Com acompanhamento adequado, a pessoa com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade pode ter uma vida produtiva, organizada e bem-sucedida.