Serra intensifica combate ao descarte irregular de resíduos
Com uso de drones e pontos gratuitos de entrega, município amplia fiscalização e alerta para prejuízo aos cofres públicos
Texto: Roberta Pelissari
- Foto: Secom
Mais de 110 mil toneladas de lixo retiradas das ruas em apenas um ano. Esse é o resultado do descarte irregular feito na Serra, uma prática que pesa no bolso de toda a população.
Somente em 2025, foram gastos mais de R$ 16 milhões na limpeza dessas áreas, recurso que poderia ter sido investido em melhorias importantes, como a construção de até dois Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) ou a criação de oito novas praças públicas.
Para enfrentar o problema, a Secretaria de Serviços (Sese) passou a utilizar drones no monitoramento de pontos críticos, o que permite flagrar o descarte irregular em tempo real. Após o flagrante, a fiscalização é acionada e a ocorrência é encaminhada à Secretaria de Meio Ambiente (Semma), responsável pelas medidas cabíveis.
O descarte irregular é passível de sanções, com multas que variam de R$ 1.000,01 a R$ 50 mil, de acordo com a gravidade da infração.
De acordo com o secretário municipal de Serviços, Enivaldo Dias, o impacto vai além da sujeira nas ruas. “Quando o lixo é jogado em locais inadequados, todos pagam a conta. São recursos públicos que deixam de ser investidos em educação, lazer e infraestrutura. Precisamos da colaboração de cada cidadão para manter a cidade limpa e bem cuidada”, destacou.
Além da fiscalização, o município também oferece alternativas gratuitas para o descarte correto. A Serra conta com pontos de entrega voluntária nos bairros Barcelona, Jardim Carapina, Vila Nova de Colares e Novo Porto Canoa, onde é possível descartar entulho, restos de poda e resíduos da construção civil de forma adequada.
A cidade também investe em educação ambiental por meio do projeto Caminhos do Lixo, que envolve crianças e jovens em atividades de conscientização. A iniciativa inclui orientações, palestras e ações educativas em escolas, igrejas e associações de moradores.
A população pode colaborar denunciando essa prática pelo aplicativo Colab ou pelo WhatsApp (27) 99517-9126.