Vôlei adaptado incentiva idosos a manter corpo e vida social ativos na Serra

Atividade do PROEF ganha nova turma em Valparaíso e também é oferecida em Barcelona e Jacaraípe

Vôlei adaptado incentiva idosos a manter corpo e vida social ativos na Serra


Texto: Dayana Souza - Foto: Dayana Souza

Nunca ter pegado em uma bola não impediu Neusa Tureta, de 75 anos, de começar um novo esporte. Ela faz parte da nova turma de vôlei adaptado da Unidade Regional de Saúde de Valparaíso, atividade oferecida pelo Programa de Orientação ao Exercício Físico (PROEF) da Secretaria de Saúde da Serra.

Neste 1º de outubro, Dia do Idoso, a experiência de Neusa mostra que não há idade para começar a se exercitar. “Nunca antes eu tinha pegado em uma bola. Hoje estou aqui no vôlei e estou adorando”, conta. Para ela, tão importante quanto movimentar o corpo é a convivência proporcionada pelas aulas. “A gente precisa socializar, se enturmar. Isso é muito importante em qualquer idade.”

Voltada para pessoas a partir dos 55 anos, a modalidade é novidade em Valparaíso, mas já faz parte das atividades do PROEF em outras regiões do município. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, das 14 às 16 horas, em Valparaíso e Barcelona, e às segundas e quartas-feiras, a partir das 16h30, em Jacaraípe. Para participar, basta procurar os profissionais do programa nos dias e horários das atividades em cada unidade.

O professor Deni Wesley Segantini explica que os exercícios são realizados de forma gradual, respeitando as condições de cada participante. “Aqui é tudo com calma. O importante é ter atenção, respeitar o próprio corpo e não parar. Seja qual for a idade, é importante praticar atividade física para se fortalecer”, afirma.

Da aposentadoria para as quadras

Luiz Gomes Costa, de 70 anos, já está nas quadras há sete anos. Depois de se aposentar, ele conta que praticamente deixou de sair de casa e até resistiu quando foi convidado para participar do vôlei adaptado em Barcelona. “Quando me chamaram, achei difícil e pensei: ‘Não vou, não’. Insistiram comigo, eu fui e foi a melhor coisa que poderia ter feito. Minha saúde melhorou e meu rendimento melhorou muito”, lembrou.

Hoje, além do vôlei, Luiz também pratica pilates, no particular, e destaca outro ganho que veio com a mudança de rotina: a convivência. “Sair, conhecer outras pessoas e estar no meio de outras pessoas ajuda muito. A gente vai ficando mais velho e não pode ficar isolado”, completa.

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