Educação infantil celebra os povos indígenas com experiências sensoriais e culturais
Atividades, baseadas no respeito às diferenças e na participação das crianças, utilizam tintas naturais, lendas e musicalidade para valorizar os saberes ancestrais
Texto: Giulia Vendroski
- Foto: Divulgação
Para promover o respeito à diversidade cultural e valorizar os saberes ancestrais, centros municipais de educação infantil (CMEIs) realizaram uma série de atividades em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado no último dia 19. Com tintas naturais, lendas e musicalidade, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre os primeiros habitantes do Brasil.
No Cmei Profª Maria Ângela Teixeira Simões, em Bairro das Laranjeiras, as atividades envolveram espaços cuidadosamente organizados para despertar a curiosidade sobre a origem da mandioca. Em um ambiente acolhedor, as crianças mergulharam na lenda sobre a origem do alimento, participando de leituras de histórias que envolveram todos os grupos em uma jornada de descoberta. Essa abordagem lúdica permitiu que compreendessem a importância da culinária e da cultura indígena de forma participativa e prazerosa.
A pedagoga Fernanda Rezende ressalta que o aprendizado na educação infantil acontece por meio da interação. “Em todos os temas trabalhados, sempre preferimos trazer as experiências de forma lúdica, atraente e envolvente, para que as crianças estejam aprendendo, brincando e partilhando. Com o Dia dos Povos Indígenas não foi diferente. Esse aprendizado tem sido grandioso, e o retorno das nossas crianças tem sido muito positivo”, afirmou.
As experiências sensoriais e a musicalidade foram o foco das atividades no Cmei Helena Moreira Correa, em Novo Porto Canoa. As crianças confeccionaram instrumentos tradicionais, como o “pau de chuva”, instrumento de percussão de origem indígena, utilizando materiais reaproveitados, como bambu e rolos de papelão, preenchidos com sementes para reproduzir sons da natureza. Esse processo de construção permitiu o contato direto com representações culturais autênticas, transformando materiais do cotidiano em ferramentas de expressão artística e musical.
Segundo a pedagoga Juliana Ferreira, o compromisso da unidade é oferecer um aprendizado que valorize as diferenças. “Tudo é pensado com base no respeito à pluralidade e às diferentes possibilidades, valorizando aquilo que nossos pequenos conseguem aprender e vivenciar por meio das experiências sensoriais”, explicou.
Já no Cmei Geanderson Jesuíno dos Santos, em Residencial Vista do Mestre, a proposta foi valorizar os povos indígenas de forma sensível e contextualizada. As crianças participaram de uma roda de conversa sobre os povos originários, suas línguas e costumes, além de suas diferentes realidades. Também vivenciaram oficinas de pintura com elementos naturais, como açafrão, colorau, urucum, argila, carvão, beterraba e pó de beterraba. As atividades proporcionaram experiências sensoriais, aproximando os pequenos de saberes tradicionais e incentivando o conhecimento e o respeito às diferenças culturais.
Para a pedagoga Edna Mendes, o contato com elementos culturais dos povos originários fortalece a empatia desde cedo. “Essa atividade possibilita que a criança reconheça as raízes brasileiras e entenda que é justamente a diversidade que nos torna únicos. Colocando a mão na massa, elas aprendem sobre respeito e valorizam nossas riquezas”, concluiu.